"Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade" Jean de la Bruyère
Todos os dias cessam-nos palavras de bom grado. Todos os dias recebemos um sorriso, por mais forçado que seja, todos os dias há um que escapa fugindo do sentimento enferrujado, mentiroso e principalmente falso. Todos os dias, por mais especial que cada um seja existe sempre uma tristeza, uma dor, uma solidão, grande parte destas provocadas por estes sorrisos repletos por uma estranha faceta ainda não encontrada. Para ser mais precisa talvez resumisse isto às preocupações e vaidades da vida, mas o que quero aqui focar não é isso mas sim o tempo que nos passa ao lado enquanto nos preocupamos em quem vai ser o nosso próximo alvo de caridade enganosa.
É difícil apercebermos-nos o quão rápido este é e o quão diferente este pode ser. É difícil aproveita-lo e ao mesmo tempo ultrapassar todos os momentos que vagueiam até nós, colocando uma estaca de madeira no caminho fazendo com que fiquemos parados neste glorioso mas estranho tempo. É difícil, mas não deixa de ser possível. Elevar-nos a nós próprios por vezes pode ser sinal de que essa estaca foi partida, esquecermos o passado por vezes pode ser sinal de que o tempo correu a teu lado e não à tua frente, deixarmos-nos levar por vezes pode ser sinal de que as partidas da vida podem ser aliadas do coração.
Porque é urgente e principalmente necessário aprender e respeitar o nosso coração, é necessário jogar a alma com o amor e é necessário, demasiado urgente, súbito, viver a vida de mãos dadas ao tempo.
Porque um dia vais achar a vida demasiado curta...então eu quero e peço-te que mudes, e não te esqueças que mais que necessário ou urgente, é bom e gratificante ir na direcção do amor e esquecer o caminho que nos leva à dor.
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